O plenário do Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (30) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis, em votação secreta conduzida após mais de oito horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Para ser aprovado, Messias precisaria do apoio de pelo menos 41 senadores — a maioria absoluta da Casa. A rejeição representa uma derrota inédita para o governo na articulação política com o Congresso e marca a primeira vez desde a República Velha que o Senado barra um nome indicado à mais alta Corte do país.
Como foi a votação
Apesar do esforço da base governista nas últimas semanas, parte do centrão e da oposição fechou questão contra a indicação. Senadores ouvidos reservadamente apontaram resistências ao perfil considerado "excessivamente alinhado ao Executivo" e cobravam um nome de maior consenso técnico.
Reação do governo
Aliados do Palácio do Planalto avaliam que a derrota obriga uma recalibragem da relação com o Senado e antecipa um cenário de maior independência do Legislativo nos próximos meses. O presidente da República deve anunciar nos próximos dias um novo nome para a vaga.
O que acontece agora
- A vaga no STF segue aberta até nova indicação presidencial.
- O Executivo terá que enviar outro nome, que passará por nova sabatina na CCJ.
- Jorge Messias permanece à frente da Advocacia-Geral da União.
A decisão repercutiu imediatamente em Brasília e deve impactar a agenda do governo no Congresso nas próximas semanas.
